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Comentário: O artigo foi escrito e publicado em 24 de março de 2003 no Jornal Gazeta do Paraná. Eu era acadêmica do segundo ano de Jornalismo da Universidade Paranaense (Unipar, campus Cascavel). Guardando as devidas proporções de informações de 2003, o texto é uma reflexão das artimanhas do governo norte-americano na manipulação econômica mundial.
Caro leitor, o que um produto chamado petróleo pode fazer no mundo? Petróleo?
Se eu fosse José Eduardo Dutra, presidente da Petrobrás, diria que – petróleo é uma mistura complexa de hidrocarbonetos, que se encontra geralmente em zonas de rochas sedimentares.
Se eu fosse Jorge W. Bush (aquele da guerra) diria que – é o motivo pela qual estamos
Pobre discurso! Será que ele não percebe que o mundo tem conhecimento de seus interesses econômicos – diga-se, petróleo – frente ao Iraque? Bom...se ele não sabe, estou fazendo a minha parte publicando este texto para avisá-lo, quem sabe ele lê.
Até o Papa pronunciou seu apelo contra a guerra. ONU, Papa, Opep, OMC... Nada e ninguém controla a fúria do super Bush, que para completar e concluir seu feito poderia virar um super-herói de revistas em quadrinhos nos Estados Unidos. Imagine você indo até a banca de revistas comprar seu jornal e chegando lá: “Bush – o salvador – e as novas aventuras na terra encantada”, breve nas melhores bancas e mais perto de você!
Tudo bem, não sou nem presidente da Petrobrás e tampouco presidente dos Estados Unidos, mas, diria que desde 1960, quando foi criada a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) – o caos instalou-se principalmente nos Estados Unidos.
Em 1973, após a quarta guerra entre árabes e israelenses, os países exportadores de petróleo decidiram tomar algumas medidas – como reduzir quotas de produção, embargar exportações para os Estados Unidos e alguns países da Europa, triplicar o preço do óleo cru (petróleo líquido) – o que causou uma crise mundial e mostrou claramente o quanto ocidente depende do petróleo dos países árabes. Desde então, os aumentos sucessivos de preços determinados pela Opep levaram os países importadores a uma revisão de sua política energética, com controle rigoroso de consumo, utilização de fontes de energia alternativa e, quando possível, como no caso do Brasil, incremento na exploração de suas jazidas. Claro que, isso tudo exclui os Estados Unidos porque para a política do governo norte-americano é muito mais fácil matar alguns milhões de pessoas, entre essas, grande parte civis, para ter o monopólio e se afirmarem enquanto potência mundial, demonstrando o quão forte e poderosos são, para executarem tal barbárie.
Deixo aqui minha revolta e meus sinceros votos de que um dia o mundo seja mais justo, que os culpados sejam punidos e que as leis sejam cumpridas.
Aplausos ao Hino Nacional
Após a execução do Hino Nacional Brasileiro, bater palmas ou não, eis a questão. Pois é, essa é uma questão que sempre gera muita polêmica.
Desde que iniciei minha vida estudantil, sempre me disseram que era uma imensa falta de respeito aplaudir o Hino Nacional após sua execução. Eu, criança, tinha como espelho de conduta meus professores, afinal foram e continuam sendo os responsáveis por grande parte do que sei hoje. Devo muito a eles.
Mas, sempre, durante as comemorações cívicas escolares (atitude escassa atualmente), os professores mais que imediatamente impedem tal manifestação depois da execução do Hino. Acredito que isso não ocorria somente na escola em que estudava, mas em grande parte dos estabelecimentos de ensino. E pelo que percebo isso continua ocorrendo. As professoras faziam sinais com as mãos e algumas expressões faciais que transmitiam a mensagem que todos nós já sabíamos: “Por favor, crianças, não aplaudam”.
Hoje, estou na Universidade. Mais uma vez, durante anos de convivência estudantil, fui reprimida ao admitir minha opinião sobre a questão do aplauso após o Hino. Sempre me disseram e continuam me dizendo que é “incontestavelmente incorreta” esta manifestação de contentamento. Porém, hoje já não sou mais uma criança, que segue e acredita piamente em exatamente tudo que é transmitido, seja por professores, pelos meios de comunicação, pelos amigos...
A questão do aplauso já era uma dúvida frequente e pertinente. Decidi então, estudar e pesquisar a fundo esse tema: “Afinal, pode-se ou não aplaudir o Hino Nacional Brasileiro após sua execução?”.
No dia 26 de agosto enviei ao Ministério da Cultura um email solicitando informações sobre a questão cívica do aplauso após o Hino. “Com referência ao Hino Nacional Brasileiro, é permitido ou não a manifestação de contentamento através de aplausos após a execução do Hino? Se não, qual o amparo que confirma esta informação? Existe alguma proibição de aplausos após a execução do Hino? Se sim, por quê? E qual o amparo que confirma a informação?”. Prontamente o Ministério da Cultura respondeu ao email e pediu que eu o encaminhasse à Biblioteca de Heráldica Medalhítica.
A Biblioteca Nacional, através da Sra. Eliane Perez, respondeu-me. “Prezada Monique, como a Lei (5.700 de 1º de setembro de 1971) já é de seu conhecimento, não há o que comentar a não ser que fica a critério de cada um interpretá-la, usando bom senso”. O email tem três páginas, por isso selecionei alguns comentários enviados pela Biblioteca Nacional.
“Aplauso ao Hino Nacional – trata-se de um tema que sempre suscita polêmica, porém, pode-se e deve aplaudir o Hino Nacional por que: O aplauso é uma manifestação de aprovação; ninguém aplaude o que não gosta. Não há na legislação nada que diga que o aplauso é proibido. O aplauso é uma demonstração civil e cidadã de regozijo para com a Pátria e seu símbolo musical. No âmbito de uma cerimônia, sendo espontâneo, não se pode controlar aplausos”.
“Os conservadores reprovam e os mais modernos incentivam este procedimento, sob a alegação de que não há na Lei, nada que signifique proibição, considerando que o aplauso é, também, uma forma respeitosa de homenagear o símbolo. Especialmente porque o mencionado parágrafo (da Lei 5.700) refere-se ao comportamento das pessoas durante a execução do Hino e não após sua execução”.
“O Hino é a expressão de todos os brasileiros – em última análise, a pessoa aplaude a si mesma. Por isso, é um exagero reprimir essa manifestação”.
Portanto, pode-se e deve-se aplaudir o Hino após sua execução.
O grande problema do brasileiro é o medo. Medo de ser gozado, medo de ser reprimido, medo de ser motivo de chacota, medos, medos e medos...
Deveríamos nos preocupar um pouquinho mais com a cidadania. Muito se ouve falar nesta palavra, está na moda, está na boca dos políticos. Mas o que ela significa?
Vejam vocês, tive que enviar a dúvida ao Ministério da Cultura para que pudesse aplaudir tranquilamente depois do Hino. Resumindo, agora, que tenho um documento em mãos do Ministério, podemos bater palmas depois do Hino, vocês permitem?
Quem já não foi reprimido ou reprimiu alguém que despertou vontade de aplaudir o Hino? Quem já não olhou para o lado depois do Hino e comentou com o amigo que ridícula a atitude do fulano que aplaudiu? Quem nunca teve vontade de aplaudir, mas, aí olhou para o lado e viu que ninguém se manifestava e acabou deixando esse desejo de lado? Por medo? Insegurança?
Pois é, gostaria muito que essas atitudes fossem esquecidas, aquele olhar dos professores para os alunos nas comemorações cívicas; aqueles comentários; aquelas dúvidas que ninguém nunca procurou quitar...
O patriotismo não se resume em cantar o Hino, torcer pelo time de futebol durante a Copa e vestir roupa verde e amarela. É cantar o Hino e saber o que significa a letra, é poder aplaudir quando se tem vontade, é poder expressar um sentimento sem ter medo de que um dia alguém irá repreendê-lo.
Espero, sinceramente, que a partir de hoje possamos transmitir essa informação e, além disso, exercer o nosso direito e nosso dever como cidadãos e República Federativa do Brasil.
Aplausos ao nosso belo e vibrante Hino Nacional.
Monique Maytê Machado da Silva